Moradores de João Pessoa, Cabedelo e Conde enfrentam nesta quarta-feira (29) um dia de transtornos devido à suspensão no abastecimento de água anunciada pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). A medida, segundo a empresa, é necessária para a realização de manutenções preventivas e melhorias técnicas no sistema de distribuição que abastece a região metropolitana.
Ao todo, 29 bairros da capital paraibana foram afetados, incluindo locais populosos como Manaíra, Bessa, Torre, Jaguaribe, Tambiá e Cristo Redentor. Em Cabedelo, a interrupção atingiu todo o município, deixando milhares de famílias e comércios temporariamente sem fornecimento. Já no Conde, a suspensão também se estendeu a diversas localidades, afetando tanto moradores quanto pousadas e restaurantes da orla.
De acordo com nota divulgada pela Cagepa, os serviços incluem limpeza de reservatórios, inspeção de válvulas e substituição de equipamentos em estações de bombeamento. A previsão é de que o abastecimento comece a ser restabelecido de forma gradativa a partir das 22h, com normalização completa até o início da madrugada de quinta-feira.
Enquanto isso, muitos moradores precisaram recorrer a caixas d’água e reservatórios improvisados. Nas redes sociais, foram registradas diversas reclamações sobre a falta de aviso prévio e sobre o impacto da suspensão em pequenas empresas, especialmente padarias, restaurantes e salões de beleza.
A Cagepa ressaltou que o desligamento é uma ação de rotina, essencial para garantir a qualidade e a segurança da água distribuída. “Sabemos que há incômodo, mas é uma medida preventiva que evita problemas maiores, como rompimentos e contaminações”, afirmou o gerente regional da companhia em João Pessoa.
Nos bairros de Manaíra e Bessa, muitos condomínios já começaram o dia com reservatórios baixos. Em Cabedelo, a situação foi ainda mais delicada em áreas de maior densidade populacional, como o Renascer e o Centro. Moradores se organizaram em grupos de WhatsApp para compartilhar informações sobre caminhões-pipa e horários de retorno da água.
A Defesa Civil orientou a população a economizar o recurso e evitar lavar carros ou calçadas durante o período. Escolas e clínicas também tiveram que adaptar seus horários de funcionamento. Alguns estabelecimentos optaram por liberar funcionários mais cedo diante da impossibilidade de manter as atividades normalmente.
Especialistas em gestão urbana alertam que o episódio reforça a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura hídrica e planejamento urbano sustentável. “A demanda cresce, o consumo aumenta, mas a rede ainda é antiga em alguns trechos. Precisamos de soluções de longo prazo”, explicou o engenheiro ambiental Rogério Campos.
A expectativa dos moradores agora é que o serviço seja restabelecido dentro do prazo informado, evitando prolongar o desconforto. Apesar dos transtornos, a Cagepa garantiu que o sistema deve retornar em plenas condições e sem risco de contaminação.
