Um episódio de violência marcou o início da semana na cidade de Cabedelo, na Grande João Pessoa. Quatro adolescentes foram agredidos por um grupo de jovens locais em um ato de intolerância que teria sido motivado pelo simples fato de as vítimas serem moradoras de outro município, Santa Rita. O caso ocorreu em uma área pública, próxima a um campo de futebol, onde os rapazes se reuniam após o fim das aulas.
Testemunhas relataram que o grupo agressor se aproximou em tom de provocação e, em poucos minutos, iniciou as agressões físicas. Um dos adolescentes, de 15 anos, foi o mais gravemente ferido, apresentando perfurações profundas no abdômen e no braço. Ele foi socorrido por populares e encaminhado às pressas ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, onde permanece internado. O estado de saúde é considerado estável, mas requer observação contínua.
A Polícia Civil da Paraíba instaurou inquérito para investigar o caso. Segundo informações preliminares, os agressores já foram identificados e alguns são menores de idade. A Delegacia de Infância e Juventude acompanha o caso, buscando entender se houve motivação territorial ou preconceito social por trás do ataque.
O episódio gerou grande repercussão nas redes sociais e entre os moradores de Cabedelo e Santa Rita. Muitos expressaram indignação e cobraram medidas mais firmes das autoridades. Líderes comunitários locais destacaram a importância de combater o preconceito entre jovens e promover ações de integração entre os municípios da região metropolitana.
Em nota, a Prefeitura de Cabedelo repudiou o ato de violência e afirmou estar oferecendo suporte psicológico às famílias das vítimas. O Conselho Tutelar também foi acionado para garantir acompanhamento às crianças e adolescentes envolvidos, tanto vítimas quanto agressores.
O caso reacende o debate sobre o aumento de conflitos entre grupos juvenis em cidades próximas à capital. Especialistas apontam que episódios como este refletem a necessidade de fortalecer políticas públicas de convivência, esporte e cultura, que possam afastar os jovens de ambientes violentos.
Enquanto isso, amigos e familiares das vítimas organizam uma vigília em solidariedade ao adolescente hospitalizado. A mobilização pretende chamar atenção para a importância da paz nas comunidades e reforçar o pedido de justiça.
